A casa nasceu de uma carta — e segue lendo cartas.
Em maio de 2018, sete pessoas trocaram cartas durante três meses sobre o que faltava na vida intelectual brasileira. O Eixo Claro foi a resposta possível àquelas cartas: uma comunidade lenta, escrita à mão, que aprende junto sem o ruído da urgência.
"Queremos um espaço onde o pensar não seja vendido em parcelas, e onde discordar com elegância seja considerado um ato de carinho com o outro."
Quatro acordos
que organizam a casa.
Lentidão como método
Não publicamos para o ciclo de notícias. Os textos amadurecem por seis a doze meses antes de entrarem em circulação interna. A pressa é tratada como sintoma, não como virtude.
Escrita como cuidado
Toda candidatura, toda intervenção em roda e todo registro de encontro são escritos. Escrever obriga a clareza; clareza é a forma mais honesta de respeito ao tempo do outro.
Mãos antes de teorias
Cada ciclo abre com um trabalho manual — ceramica, marcenaria, hortas urbanas, costura. Aprendemos primeiro com a matéria, depois com os livros. A ordem não é negociável.
Quatro passos da
candidatura.
Carta breve
Você nos conta o que estuda, o que ensina, e a pergunta que ainda não conseguiu responder. Em torno de 600 palavras.
Conversa
Conversa de 40 minutos com dois membros do conselho. Sem roteiro fechado: queremos entender o ritmo do seu pensar.
Roda de prova
Você participa de uma roda inteira, ainda como visitante. Saímos juntos para conversar sobre como foi.
Decisão escrita
Resposta em até 14 dias, em carta. Se entra, recebe o caderno do ciclo e o nome de duas madrinhas.
Tomás Albuquerque
Ravi Chaves
Yara Tupinambá
Bruno Mascarenhas
Ana Caetano
Oito anos
de devagar.
Não somos uma escola e não somos um clube. Somos um terceiro nome para o que acontece quando pessoas escrevem cartas, leem juntas, e voltam para a oficina depois — com algo diferente nas mãos.
Se este ritmo
parece o seu — escreva.
Receba o formulário da próxima janela de candidatura. Ele abre em maio e fecha em junho.